O Pálido Olho Azul é baseado em fatos reais?

O Pálido Olho Azul é um dos mais recentes filmes de sucesso da Netflix. O longa conta a história de Edgar Allan Poe, mas é uma história real?

O Pálido Olho Azul é um dos maiores sucessos da Netflix. O novo filme é um suspense de época que está conquistando os fãs de romance. Em suma, a história se passa nos anos 1830. Um detetive é contratado para investigar o assassinato de um dos cadetes da Academia Militar de West Point.

Porém, o código de silêncio dos cadetes se mostra um difícil obstáculo para a investigação. Fazendo com que o detetive peça a ajuda de um dos alunos da academia. Sendo o jovem que entraria para a história como Edgar Allan Poe. O escritor como personagem no filme fez muitos pensarem se a história de O Pálido Olho Azul é real.

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Mas afinal, O Pálido Olho Azul é baseado em fatos reais?

Não, O Pálido Olho Azul não é baseado em fatos reais. No entanto, o filme de Scott Cooper é uma adaptação do romance histórico homônimo de Louis Bayard. Portanto trata-se de um relato fictício dos dias emergentes de Edgar Allan Poe como poeta.

Mas assim como o personagem, o verdadeiro Edgar Allan Poe frequentou a Academia Militar durante seus primeiros anos como poeta. Porém, o enredo do romance foi criado por Bayard e adaptado para o filme por Cooper.

O autor, em seu imaginário, quis criar uma “história de origem” ficcional para o aclamado escritor, influenciado pelas obras do mesmo. Então, a decisão de Bayard de integrar temas de Poe como ocultismo e satanismo na narrativa foi uma inspiração.

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Autor explica sobre influência para O Pálido Olho Azul

Em entrevista para o Collider o autor explicou.“Esta é realmente uma história de origem de Edgar Allan Poe, então você tem que ter os temas que influenciam esse jovem escritor a se tornar o escritor que ele se tornou”, disse Cooper.

A relação pai e filho entre Landor e Poe e a união do último com Lea Marquis, permitiram a Cooper oferecer um retrato ficcional, mas não convencional, de Poe.“Eu queria contar uma história formativa de Poe, onde ele é caloroso, espirituoso e propenso à fantasia poética e romântica, e alguém que não estamos acostumados a ver na tela”, disse Cooper ao Deadline.

Ao mostrar esse retrato de Poe, Bayard e Cooper desconstruíram as noções assustadoras associadas ao escritor e exploraram as vulnerabilidades que Poe poderia ter como um poeta emergente. Embora as obras sejam fictícias, o autor e o cineasta tiveram que manter suas obras enraizadas na realidade, pois estavam contando a vida de uma figura da vida real.

Por fim, tanto Bayard quanto Cooper não estavam interessados ​​em um relato biográfico de Poe. “Isso [adaptar o romance de Bayard] me permitiu fazer três coisas: fazer um filme que é um mistério; uma história de amor entre pai e filho – um parentesco entre dois homens solitários, que vivem à margem da sociedade; e então, é claro, isso poderia servir como uma história de origem de Poe”, disse Cooper ao Tudum (evento da Netflix) sobre o seu filme.

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