Netflix anuncia 3ª temporada de sitcom que havia sido cancelada

O seriado “Girls5eva” segue a tentativa de retorno de um grupo feminino fictício de música, que fez sucesso no início dos anos 2000 e agora tenta voltar aos holofotes na meia-idade. Mas, indo para sua 3ª temporada, é a própria “Girls5eva” que está tentando começar de novo.

Depois de duas temporadas aclamadas pela crítica (mas que não tiveram muita audiência) no Peacock, o show foi ressuscitado pela Netflix. A plataforma encomendou novos episódios e disponibilizou toda a série. Ou seja, muita gente vai conhecer “Girls5eva” como uma produção original Netflix.

A Netflix já salvou outras queridinhas do público

Antes, a Netflix era conhecida por salvar séries cult que mereciam uma base de fãs maior. Essa “adoção” até fez surgir um novo termo em inglês, o “Netflix Original”, como aconteceu com “Arrested Development“. Ou então, títulos como “You” que explodiram depois de migrarem para a plataforma. (Inclusive, isso aconteceu com várias séries que nem começaram na Netflix, tipo”Breaking Bad” e “The Office“.)

Tudo isso, é claro, ficou no passado. Só esse mês mesmo, “The Brothers Sun” foi cancelada mesmo com boas críticas e mesmo aparecendo nas famosas listinhas de “Top 10“. E “One Day at a Time” teve a última temporada na Pop TV depois que a Netflix decidiu não renovar. Um círculo vicioso, né?

A Netflix já tem um relacionamento de longa data com a produtora executiva Tina Fey. E a própria “Girls5eva” estava longe de esgotar seu potencial, tanto como uma sátira das armadilhas tóxicas da cultura pop quanto como uma história cheia de empatia sobre reinvenção na maturidade.

Diferente da 1ª e 2ª temporadas, que tinham 8 episódios, a 3ª tem só 6. É quase como uma versão resumida do que “Girls5eva” pode se tornar, em vez de ser tudo o que ela já conquistou. Mesmo assim, é ótimo que ela tenha tido essa chance. Simplesmente não tem tantas séries por aí com comerciais falsos hilários de “Spaghetti para Ela”. Perder essa série — de novo! — seria trágico.

E por que vale a pena insistir com “Girls5eva”?

O quarteto sobrevivente do grupo Girls5eva (sim, uma delas caiu da beirada de uma piscina infinita nos anos 2000) está na estrada com seu álbum de retorno. Aí as coincidências com a vida real só aumentam: assim como a produção real teve um cronograma corrido e um orçamento apertado pra filmar, as cantoras também estão viajando por cidadezinhas em uma van dirigida por seu empresário.

Ou seja: bem longe daquela turnê luxuosa do “Hacks”. A Summer (Busy Phillips), recém-divorciada, até tem que dar uns golpes vendendo clareadores de dente pra uma empresa de uma tal de Stacy Emellem. Essa crítica às pirâmides financeiras é só um exemplo do humor inteligente da série, que muitas vezes mira em cantinhos culturais da vida de quem (como eu) é o público-alvo.

E é claro, tem as músicas originais, como a canção toda errada em homenagem à cidadezinha onde estão se apresentando a um single nada promissor da carreira solo da diva iludida Wickie Roy (Renée Elise Goldsberry).

Os flashbacks da primeira fase do grupo continuam hilários: um “sex tape” da Gloria (Paula Pell), na época ainda no armário, com o Lance Bass do NSYNC é só um jogo de esconde-esconde em um hotel vazio. Tem ainda participações especiais de convidados especiais, como a Catherine Cohen fazendo uma fã agora adulta e com um marido ricaço que as contrata pra um show particular.

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