Mortes em “Ripley”: O Rastro de Crimes de Tom Ripley

A nova minissérie da Netflix “Ripley” é um thriller psicológico sombrio que mergulha na mente do anti-herói Tom Ripley. Adaptação do romance “O Talentoso Mr. Ripley” de Patricia Highsmith, a série explora a ascensão tortuosa de Tom, repleta de mentiras e assassinatos.

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Vítimas de Tom Ripley e Sua Racionalização

Tom Ripley é um vigarista que se passa por várias identidades ao longo da série. Ele não hesita em assassinar para se proteger quando sua verdadeira natureza está ameaçada de ser exposta. À medida que sua teia de mentiras se torna mais complexa, Tom vai deixando um rastro de vítimas em seu caminho.

1. Richard “Dickie” Greenleaf

  • Assassinado por Tom no Episódio 3

Este foi o assassinato que desencadeou toda a série. Tom é enviado pelo pai de Dickie para trazê-lo de volta da Itália, mas acaba se aproximando e se tornando obcecado pelo estilo de vida luxuoso de Dickie. Em um momento de desespero, após Dickie confrontá-lo sobre seu comportamento manipulador, Tom o mata a sangue frio, afogando seu corpo no mar.

2. Freddie Miles

  • Assassinado por Tom no Episódio 5

Freddie, um rico amigo de Dickie, visita Tom em Roma inesperadamente. Desconfiado e intuitivo, Freddie percebe a farsa de Tom e ameaça chamar a polícia. Para silenciá-lo, Tom o mata com um cinzeiro e se livra do corpo em um local remoto.

3. Morte em Flashback de Caravaggio

  • Depicção no Episódio 8

A cena do famoso pintor Caravaggio assassinando um homem no ano de 1606 serve como paralelo para a trajetória de Tom Ripley. Tal como Caravaggio, que fugiu de Roma após o assassinato, Tom foge após matar Freddie. A cena também enfatiza a autoimagem de Tom como uma figura artística e transgressora.

4. Tia Dottie de Tom

  • Morte Anunciada no Episódio 8

Embora não seja explicitamente confirmado, a morte da tia Dottie de Tom é sugerida quando Marge questiona como ele financia sua vida luxuosa. A possibilidade de Tom ter orquestrado sua morte ressalta sua frieza e falta de escrúpulos.

Motivação e Psicologia de Tom Ripley

As mortes cometidas por Tom Ripley não são motivadas por prazer ou crueldade, mas sim por autopreservação. Ele mata para manter sua teia de mentiras e o estilo de vida confortável que conquistou. A série mergulha na psicologia complexa de Tom, revelando um vazio interior e uma necessidade desesperada de ser admirado.

A inclusão de Caravaggio na narrativa de “Ripley” estabelece uma conexão entre a arte e a criminalidade. Caravaggio, apesar de ser um pintor brilhante, era uma figura violenta e conturbada – assim como Tom. As cenas finais da série, com Tom contemplando sua obra (a aquisição ilícita de uma pintura de Picasso) enquanto está sob uma nova identidade, reforçam esse paralelo.

Ripley” é uma narrativa sombria que explora as profundezas da depravação humana. O rastro de mortes deixado por Tom Ripley destaca suas habilidades manipuladoras, seu desespero e a frieza com que elimina qualquer obstáculo em seu caminho.

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