“Guerra Civil”: Entenda o futuro distópico dos EUA no novo blockbuster da A24

O mais recente lançamento do aclamado diretor Alex Garland, o filme “Guerra Civil“, tem feito barulho no circuito independente. Produzido pela A24 (conhecida por sucessos como “Moonlight” e “Hereditário”), o filme marca a entrada da produtora no gênero de ação, com um orçamento consideravelmente maior que suas obras anteriores. O sucesso inicial nas bilheterias coloca “Guerra Civil” no caminho para ser uma das produções mais lucrativas da A24. Mas o que faz desse filme uma experiência tão distinta? Vamos mergulhar na trama e nas motivações por trás dessa representação de uma América do Norte dividida.

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O Enredo: Uma Guerra Civil Moderna

Liderado por um elenco de peso, incluindo Kirsten Dunst, Wagner Moura, Cailee Spaeny, Jesse Plemons e Nick Offerman, “Guerra Civil” traz uma visão hipotética de um futuro próximo onde 19 estados americanos se separaram do restante do país. As Forças do Oeste (Western Forces), lideradas por uma aliança improvável entre Texas e Califórnia, se militarizaram sob uma nova bandeira americana com duas estrelas ao invés das tradicionais cinquenta. A Aliança da Flórida também tem participação importante, travando batalhas contra a Carolina do Sul (estado leal à União Americana) e tendo um papel central no confronto final em Washington D.C.

Por que os EUA estão lutando contra si mesmos?

  • Um presidente fascista: Offerman interpreta um presidente que desmantelou o FBI, usou força militar contra cidadãos americanos e se recusa a respeitar o sistema de freios e contrapesos instituído pela Constituição.
  • Uma aliança inusitada: A união de Texas e Califórnia demonstra que a guerra não se trata de uma disputa entre Democratas e Republicanos, mas sim uma luta contra a presidência corrupta de Offerman.

As Forças do Oeste provavelmente se separaram ilegalmente para unir suas forças contra a ditadura em formação de Offerman, contando ainda com a ajuda da Aliança da Flórida em seus esforços para tomar a capital e derrubar o governo tirânico. Apesar do potencial para explorar os motivos mais profundos da divisão dos EUA, Garland parece deixar o foco do filme recair sobre o caráter fascista do presidente.

Divisões Geográficas na América de “Guerra Civil

  • Suporte às Forças do Oeste: Praticamente toda a Costa Leste, exceto a Flórida, permanece como parte dos EUA. No oeste, apenas Nevada, Arizona, Novo México e Colorado parecem apoiar a União.
  • Recursos Militares: As Forças do Oeste demonstram acesso a armamento pesado, helicópteros, e outras tecnologias militares. A cena inicial de bombardeios aéreos contra civis indica que ambos os lados da guerra contam com recursos avançados.

De que lado estão os protagonistas?

Os personagens principais são jornalistas (Dunst, Moura e Spaeny), tentando documentar os eventos da forma mais objetiva possível. Como o governo demonstra hostilidade contra a imprensa, é natural que eles se aproximem da resistência. Porém, eles reforçam sua neutralidade ao se definirem apenas como “os que apertam a câmera, não o gatilho”.

Por que “Guerra Civil” não explica os motivos da guerra em detalhes

Garland parece mais interessado nos efeitos da guerra sobre os personagens do que na conjuntura política que levou a ela. Em entrevistas, ele reforça que o filme não é sobre “direita vs. esquerda” e que essa forma de polarização é o problema central a ser evitado. A mensagem principal de “Guerra Civil“, portanto, é fortemente pacifista, tornando as minúcias das divisões políticas menos relevantes.

Se você é fã do estilo de filmes da A24, ou se curte ficção distópica e ação, “Guerra Civil” merece sua atenção. É uma visão diferente sobre um futuro possível, e que nos convida a refletir sobre os perigos da tirania e do desrespeito às instituições democráticas.

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