Gremlins 3 deve abordar um dilema ético ignorado em filmes anteriores

A franquia “Gremlins” pode parecer divertida para toda a família, mas suas origens têm tons sombrios. O roteiro inicial de “Gremlins” (1984) trazia mortes muito mais chocantes, algo suavizado na versão final, enquanto “Gremlins 2: A Nova Geração” (1990) disparou críticas em tom satírico à cultura corporativa Americana. Caso um terceiro filme se concretize, essa veia poderia se expandir.

Embora incerto, recentemente o astro original Zach Galligan trouxe informações animadoras: a Warner Bros aprovou duas temporadas de uma animação baseada na franquia. Para Galligan, isso pode abrir as portas para um retorno às telonas. Além disso, o roteirista Chris Columbus se mostra avesso a reboots, reforçando a chance de o terceiro filme ser focado na continuação direta da trama.

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“Gremlins 3” e o debate moral sobre Gizmo

Se realmente chegar aos cinemas, “Gremlins 3” tem o potencial de finalmente responder: seria moralmente aceitável se desfazer de Gizmo? Columbus já expressou interesse em explorar este conflito, sugerindo até mesmo a potencial morte do adorável mogwai para prevenir os desastres normalmente decorrentes de sua existência. Essa abordagem, porém, enfraqueceria a própria mensagem do filme original.

Em “Gremlins”, o senhor Wing chega para recuperar Gizmo, alertando que a humanidade ainda não detém maturidade para compreender e respeitar as regras rígidas impostas pelos mogwais. Assim, seria contraditório “Gremlins 3” ignorar este aviso e concluir que, dada a irresponsabilidade do público, a morte de Gizmo é a única saída.

O atraso na produção de “Gremlins 3” pode justamente decorrer de dificuldades em lidar com esse dilema. Uma coisa é certa: o terceiro filme é preciso para trazer um desfecho digno à franquia.

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