“Amor ou Falsidade?”: A controvérsia da IA na produção de reality shows

A crescente implementação da inteligência artificial (IA) em diversos setores tem gerado debates intensos, principalmente na indústria do entretenimento. Recentemente, uma das maiores plataformas de streaming, a Netflix, lançou um reality show que utiliza a tecnologia de IA de uma forma que gerou polêmica entre o público e os profissionais do meio.

Nos últimos meses, o uso da inteligência artificial para a produção de filmes e séries de TV tornou-se um ponto crucial de discussão. Este é um dos principais assuntos que levaram à atual greve de roteiristas, atores e atrizes de Hollywood, que pedem a garantia de que os estúdios não usarão IAs para substituí-los, além de proteção contra possíveis danos futuros.

“Amor ou Falsidade?”: Um reality show polêmico

No centro desse embate, a Netflix lançou “Falso Amor”, um reality show espanhol que chegou ao Brasil com o título “Amor ou Falsidade?”. O programa, que estreou no início de julho, usa inteligência artificial para testar a confiança entre casais.

Em “Amor ou Falsidade?”, cinco casais são divididos em duas casas separadas. Eles compartilham o espaço com solteiros que tentam causar conflitos entre os casais. A dinâmica do reality consiste em os participantes assistirem, em um grande telão, seus parceiros tendo interações íntimas com os solteiros da outra casa.

A tensão é alimentada pela incerteza: a imagem na tela pode ser uma deep fake, e os participantes devem adivinhar se o vídeo é real ou falso. O prêmio de € 100 mil é concedido à dupla que acertar mais vezes.

Reações do público: A crueldade por trás da tecnologia

Apesar da descrição do programa como “inovador” e do uso impressionante de IA, o reality show gerou controvérsia entre os assinantes da Netflix. Muitos consideraram que a “diversão” do show estava em expor os casais a uma crueldade desnecessária.

Críticas online apontam que a produção parece mais interessada em testar a tecnologia de inteligência artificial no entretenimento do que em proteger a saúde mental dos participantes. O programa foi comparado à série distópica “Black Mirror”, conhecida por explorar as consequências sombrias da tecnologia.

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