A Sociedade da Neve: História Real TRÁGICA do filme

A Sociedade da Neve, filme lançado recentemente na Netflix, mergulha nas profundezas da tragédia real do voo 571 da Força Aérea Uruguaia. Inspirado no livro homônimo de Pablo Vierci, amigo de infância de um dos jovens que enfrentou o terrível acidente, o longa oferece uma visão única e comovente dos eventos ocorridos em 13 de outubro de 1972.

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Enredo de A Sociedade da Neve

O enredo do filme se desenrola em torno do time de rugby Old Christians, do colégio Stella Maris, que embarca no voo de Montevidéu, Uruguai, para Santiago, Chile, em busca de uma competição. A bordo estavam 40 passageiros, incluindo membros do time, familiares e amigos, totalizando 45 pessoas.

Enquanto sobrevoava a Cordilheira dos Andes em condições climáticas adversas, a aeronave colidiu com as montanhas, levando à perda de 18 vidas no dia seguinte, seja devido ao impacto do acidente ou às condições extremas de frio, atingindo −30º C.

Sobrevivência nas Montanhas Geladas

Desprovidos de equipamentos, roupas adequadas e alimentos, os sobreviventes encontraram-se numa luta desesperada pela sobrevivência. Abrigados nos destroços do avião, os dias iniciais foram marcados por tentativas de se manterem aquecidos e a esperança de serem localizados.

No oitavo dia, a narrativa atinge um ponto crucial quando, sem recursos alimentares, os sobreviventes enfrentam a angustiante decisão de se alimentarem dos corpos dos passageiros falecidos. A dura realidade da situação os forçou a utilizar cacos de vidro para cortar a pele dos cadáveres congelados.

A Desoladora Avalanche e Tentativas de Resgate

A tragédia se aprofunda ao completar um mês da queda, quando uma avalanche atinge os destroços da aeronave, soterrando os sobreviventes. Cavando na neve com as mãos nuas para evitar a paralisia dos membros congelados, eles enfrentam mais perdas, com oito pessoas sucumbindo durante esse episódio.

Muitas tentativas de busca por ajuda falham, agravando a desesperança. Em dezembro, quase dois meses após o acidente, três sobreviventes com melhor preparo físico e psicológico decidem empreender uma expedição. Roberto Canessa e Fernando Parrado caminham cerca de 60 quilômetros até encontrar ajuda, sendo resgatados após 72 dias nos Andes.

Homenagens e o Legado da Tragédia

Para lembrar os 45 que estavam a bordo, incluindo Sergio Catalán, uma série de exposições culminou na criação do Museu Andes 1972, em Montevidéu. Com 400 m² de acervo, o museu presta homenagem à resiliência dos sobreviventes e às vidas perdidas.

Desde a tragédia, expedições exploratórias, algumas com a participação dos sobreviventes, foram realizadas na área do acidente. Lideradas por Mauricio Guerra, guia de montanha, essas expedições proporcionam uma visão única do local e da cruz de ferro fincada no solo onde o avião caiu.

Impacto Cinematográfico e Documentário

A história inspiradora e comovente de A Sociedade da Neve também encontrou expressão em produções cinematográficas. Além do recente lançamento na Netflix, os filmes Os Sobreviventes dos Andes (1976), Vivos (1993) e A Sociedade da Neve estão disponíveis em serviços de streaming.

Em última análise, A Sociedade da Neve não apenas oferece uma narrativa intensa de sobrevivência, mas também honra a memória daqueles que enfrentaram o impensável nas geladas montanhas dos Andes. Uma história de coragem, resiliência e o indomável espírito humano diante das adversidades.

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